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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Bailarina


 
Ela, bailarina, dançava sozinha e rodopiava em seu próprio mundo de forma tórpida e triste, mais dançava, na esperança de que a cada giro, o brilho que o seu olhar escondia, se transforme em luz, e traga pra perto tudo o que ela sempre sonhou.  

Arthur Fernandes
Ilustração: Irisz Agocs

segunda-feira, 12 de março de 2012

Licença Poética

Se um dia eu te mostrar a língua,
Não pense que isso é infantilidade, por que não é!
Sou artista...
tenho “licença poética”.


Arthur Fernandes
Ilustração: Irisz Agocs

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Festejos


Enfim, as cores saltavam-me às vistas...
Havia ali uma suave e aflita alegria.
Naquela terra, era festa
e uma fina poeira, da batida dos pés dançantes, do chão subia.
E tudo quanto era gente... Crianças, velhos e indigentes; homens, mulheres, amados e carentes, unidos por um breve momento num um cortejo simples e inocente...
Passantes...
Criaturas...
Errantes.


Arthur Fernandes
Ilustração: Irisz Agocs 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Brincadeira de Criança



Hoje vi um aviãozinho de papel voando sobre o céu do centro da cidade.
Caindo... calmamente pairava, como se o mundo abaixo dele não estivesse com pressa.
E assim, deslizava num caminho tortuoso criado pelo vento, sem rumo, apenas deixando-se
levar.
Descendo por entre prédios, circundou a chaminé de um velho restaurante e antes de
cair, entrou em um vácuo criado por um ônibus que violentamente acabara de passar.

Retomou, então, a sua trajetória em alguns segundos há mais de voo...
Circundou por entre pessoas e achou seu fim esbarrando-se em uma senhora que ignorou sua
presença, continuando o seu caminho.

Durante todo esse tempo senti o vento, apreciei os movimentos, os desenhos, as pessoas,
os edifícios e fumaças...

Mas, dentre todas, uma imagem não sai da minha cabeça: uma menina que de longe observava e ria ao ver sua pequena criação...
em um voo perene, sublime e quase eterno.                                                                                                                                                                                                                   Arthur Fernandes




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Drive Thru

- Quatro porções, por favor – gritava o homem dentro do carro
- Vai quer com fritas, Senhor? – respondeu a atendente do drive-tru
- Pai, quero sorvete! – dizia o filho mais novo
- Aiiii, o Jr. puxou meu cabelo MÃE! – histericamente gritou a menina
- E as fritas, Senhor? – Insiste a atendente
- Jr., quantas vezes eu falei pra não puxar o cabelo da sua irmã? – repreende a mãe.
- Obedece a sua mãe menino! Disse o pai
- Senhor, o Senhor precisa se decidir... Vai querer as fritas ou não? – reclama a atendente
- Pai, ela tá me mostrando a língua!
- Não mostra a língua pro seu irmão!
- Com o acréscimo de R$ 0,50 o Sr. leva fritas grandes – Insiste a atendente
- Olha o colesterol amor!
- PAI, EU QUERO SORVERTE!
- Tô com fome! Sai da frente panaca!!! [buzina]
- Fecha o pedido – disse ele já um tanto zangado
- Sem as fritas, Senhor?
- Amor, temos que passar depois na casa da mamãe porque a tia...

De repente para ele tudo parou.  A única coisa que ele via, era o vôo de uma velha conhecida...
Uma borboleta que o acompanhou em suas aventuras quando ainda era menino.
Num lapso de segundo, era como se a paz que tinha na infância, habitasse nele outra vez.
O tempo corria devagar...
Era como se tivesse encontrado uma amiga... Uma muito boa grande amiga!
As doces lembranças vieram-lhe a mente e um sorriso pôde brotar em seu rosto.

- Amor, amor, presta atenção... a moça está te chamando!
- Sai da frente o imbecil!!!
- Devolve meu espelho... MÃE olha o Jr. de novo!
- Jr. para de mexer com sua irmã!
- Seu pedido senhor!
- Obrigado!

- O que você tanto olhava amor?
- Nada, nada... vamos embora.


Arthur Fernandes
Ilustração: Irisz Agocs 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Banguelês Felina


Nunca entendi por quê dizem que se soprarmos um
dente de leão, ele se dissolve e sai voando os pedacinhos.
Não acredito nisso!
Se fosse assim, todo leão quando espirrasse ficaria banguela.

Arthur Fernandes
Ilustração: Irisz Agocs 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Azedinho

Trevo de quatro folhas, comi todos que apareceram na minha vida!
Tinha certeza que era azedinho!

Arthur Fernandes
Ilustração: Irisz Agocs